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Palavras e idéias sobre ser mulher, mãe e profissional

Cinema…. 12 12UTC maio 12UTC 2010

Filed under: Família,Mulher,Pessoal,Uncategorized — Alessandra Quagliani @ 15:29

Fim de semana chegou!
Nem praia e parque porque a chuva imperava.

Chove chuva...chove sem parar!

Criança e mãe em casa e Alice nas telas. Nada mais divertido do que ir ao cinema para a dupla. Partimos com destino certo, compramos o ingresso e aguardamos a sessão.

Esqueci que não somente eu mas, boa parte das pessoas que moram no Rio de Janeiro, tiveram a mesma idéia.

Tudo bem! Vamos nos divertir, basta não passear no shopping e ficar na fila do cinema.

Mas, não é que esperar nos faz observar!

Em primeiro lugar, vejo o pedido deseperado do bilheteiro em colocar a fila reta. Parece simples mas não é…Após a chamada do porteiro vejo uma mãe com um olhar perdido (prefiro pensar assim…) se encaixando na fila ao invés de ir para o final dela. Como o meu olhar não estava perdido, passo a encará-la e ela, sem jeito, pergunta:

- A fila não é aqui?????

Eu respondo:

-Minha senhora, a fila está fora do cinema e a senhora fora dela!

Ela responde

- AHHHHHH

Tem gente que nem na escola aprendou a enfrentar fila!

Depois, vemos que a sessão termina mas, não podemos entrar na sala. Me pergunto porque?

Eis que surge o bilheteiro e nos explica:

- A sala está sendo limpa e vocês tem que aguardar…..

Eu aguardei 10 minutos e não estou exagerando.

A sala foi entregue limpa mas demorou dez minutos, pensei. Sabe porque? Porque a sala foi entregue IMUNDA!

Desde pequena minha filha me pergunta:

- Mãe, onde eu jogo o lixo?

Eu respondo:

- No lixo!

Parece simples mas não é! Além de falar, eu jogo o lixo no lixo! Inclusive o que consumo no cinema! O copo, a embalagem das pipocas e demais gostosuras saboreadas! Pois para filho não bastam palavras, tem que ter o exemplo!

Mas me parece que nossa população assim não o faz! Porque já fui em cinemas de vários bairros e no final da sessão vejo todos caminhando em direção a saída e deixando para trás o seu rastro de consumo.

O rastro que mais me deixou assustada foi o do cinema do Shopping Leblon, que tinha papel de bala pelo chão!

Além de ter que ver que as pessoas não pensam no lixo, chego a uma outra conclusão:

- As pessoas pensam que é obrigação dos funcionários do cinema arrumarem o seu lixo.

Além de pensarem assim elas também não pensam no próximo. Porque se pensassem, veriam que ao jogar o seu lixo no lixo, a sala seria arrumada de maneira mais rápida e consequentemente os próximos se acomodariam antes na sala e não se cansariam de esperar em pé na fila!

Se você faz sua parte, passe essa idéia adiante. Caso esteja no grupo do deixa que o funcionário limpa…Pensa um pouco na gentileza de poupar o seu semelhante. Quem sabe um dia você será poupado!

Afinal, como dizia o profeta: Gentileza, gera gentileza!

 

Ausência… 30 30UTC março 30UTC 2010

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 15:38

Nesse período em que estive distante do blog aproveitei para ler e me atualizar.
Li, de tudo um pouco, me diverti e aprendi muito.
O livro que mais me marcou foi o biografema da Nise Silveira.

Nise da Silveira

Vi em sua vida e luta, exemplos e referências que direcionam.
Mulher nascida no início do século passado, Nise se formou em Medicina em 1937.
Quando veio para o Rio, a cidade fervilhava e Nise por ser intelectual e inquieta aproveitou todas as oportunidades e viveu grandes desafios pessoais.
Digo oportunidades pois para mim, as dificuldades são oportunidades disfarçadas e, acredito que quando somos inteligentes, transformamos as dificuldades em oportunidades de crescimento e aprendizagem.
Nada na vida dessa mulher foi fácil. Sua luta para se estabelecer como mulher, profissional, ser humano foi intensa e se existiu uma caraterística que a marcou até o final de sua existência foi a capacidade de se indignar até o fim.
A vida de Nise foi dedicada aos marginais, aqueles que não se encaixavam e que foram taxados de loucos.
Ela nunca os escarou dessa forma e em uma luta contínua mostrou que se podia mergulhar junto com essas pessoas e resgatá-las de seus mundos particulares.
Seu trabalho é reconhecido mundialmente mas eu fiquei triste por desconhecer sua obra.
Isso me fez pensar que muitas vezes o que realmente importa é esquecido.
Vejo hoje na cultura das celebridades ídolos que nada tem a oferecer.
Vejo na mídia a necessidade de fazer mitos. Mitos estes que, em sua juventude, perderam-se nas drogas e muitas vezes morreram por excesso delas. Mas não vejo a mídia mostrando aqueles que dizem não e buscam a felicidade no cotidiano.
Pois bem, gostaria de dizer, a Nise, mesmo falecida, que admiro sua trajetória de trabalho, vida e convicção.
Me espelho nela. Nela encontro força e convicção para saber que as coisas boas estão fora do quadrado e que requerem muito trabalho e convicção.

Porque a maior lucidez está em viver a vida com plenitude.
Nunca se esquecendo de você e do próximo.
Quem quiser saber mais sobre a Nise pode ler seu livro, brilhantemente escrito, por Bernardo Carneiro Horta. O livro se chama Nise, arqueóloga dos Mares.
Existe vasto material na internet também.
Pesquisem, estudem mesmo sem saber o que e o porque, depois tudo fará sentido.

Caminhe e descubra....

 

Produtos Criativos ! Verdade ou consquência! 18 18UTC dezembro 18UTC 2009

Filed under: Pessoal — Alessandra Quagliani @ 16:56

Ando cansada de ser educada.
Dá muito trabalho, ser educada.
Principalmente, onde, hoje eu vivo.

Paraíso da Beleza e do Caos!

Cheguei a conclusão do seguinte fato:
Ser educada, gentil e consciente me leva ao mau humor todos os dias!
Sim, mal humorada!

Arghhhhhhhh!

O pior, é que a consequência desse mau humor somente me prejudica!
Mal humurada, fico mais velha mais rápido!
Minha cara de poucos amigos me deixa antipática!
Fico tão insuportável que, pareço viver em constante TPM!
Pensei que deveria encontrar uma maneira de transformar o meu mau humor.De encontrar uma maneira divertida, de educar aqueles que nem prestam mais atenção na falta de educação, gentileza, arrogância!
Afinal, o cérebro serve para isso mesmo, se reprogramar!

Já que o cérebro é meu, resolvi propor a criação de produtos educativos. Ao longo de uma série de posts, vou dividí-los com vocês. Quem tiver sugestões pode compartilhar!

O primeiro deles seria o produto “verdade ou consequência”.
Com esse produto, ao entrarmos em um meio público de transporte, através da leitura dos nossos olhos, igual a Minority Report, o próprio meio de transporte, saberia nossa idade, nossos estado de saúde e nos indicaria onde deveríamos nos posicionar no ônibus, trem, lotada, barca e todos os demais.
Para mim seria o máximo! Imagina, o cidadão e cidadã que ignoram o barrigão de sete meses, escutando em voz alta:
- Caro senhor, poderia dar a vez a senhora grávida que se encontra na sua frente?
Ou então, aos surdos e cegos por escolha, serem levados a visão e a audição para darem o seu lugar ao idoso que quase não se aguenta e que está na sua frente!
Em casos extremos, poderíamos, e ai confesso, a minha maldade, criar um choque que expulsasse a pessoa do lugar. Prometo que seria algo leve, somente para lembrá-la de ser gentil!

Imagina então no metrô, no carro das mulheres, quando entrasse homem:
- Felicitamos ao Senhor Rodrigues por assumir sua porção feminina de maneira tão completa mas lembramos que o seu carro é o próximo!

Seguramente, minha viagem seria muito divertida! E ainda por cima, acredito que eu não seria a única a me divertir!

Falando sério, deixando isso tudo de lado, fico pensando em como ainda não acreditamos na educação!

Temos que todos os dias ver um modelo de governo punitivo atuar porque não educamos ninguém!
Temos que ter multas, que são verdadeiros choques, para que haja respeito, ao básico, quando na realidade a solução para isso seria somente ser educado e lembrar das regras.

Mas, ser educado, é ser minoria.
É brigar todo dia.
E por essa razão, ainda, eu tenho que ficar de mau humor e brigar todos os dias!

Eu vou continuar brigando!
Porque acredito que no futuro, com educação, o mundo será mais justo e um lugar melhor de se viver!

Eu não posso deixar de acreditar!
E espero que você também não!

 

Nosso encontro 30 30UTC novembro 30UTC 2009

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 17:53

Nesse dia te espero…
Sem compromissos prévios
Sem explicações
Simplesmente te espero.

Acreditei que precisava de muito.
Descobri que não preciso de nada.

Acreditei que te agradar, saber de tudo sobre você, te conhecer seria a resposta.
Descobri que isso levaria a sua perda definitiva.

Sou. Logo existo!

Descobri que sou eu que devo me conhecer.
Devo desvendar os meus mistérios e comemorar a minha caminhada sem fim.
Devo proclamar independência de você e eterna dependência de mim.

Quando sou eu e me descubro,brilho intensamente.
Pois sem quem sou, para onde vou e por mais que me perda,
Desfrutarei a viagem e aprenderei com ela.

Minha viagem é eterna!

Não me entenda mal!
Essa não é uma viagem egoísta.
Você pode estar e contar comigo.
Mesmo ausente estarei presente.
A minha ausência será a minha continuidade.
A minha continuidade é o meu compromisso de estar inteira.

Custei a entender que me apaixonar e te venerar me matava aos poucos e lentamente.
Descobri que isso não é amor.
Isso é paixão!
E estar apaixonada é estar doente.

Por essa razão marque o seu próprio encontro.
Quando te encontrares e começar a contemplar seu próprio horizonte.
Eu estarei lá, junto de você.

 

Ciclos 18 18UTC novembro 18UTC 2009

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 17:44

Ontem, vi um documentário sobre o poeta Manoel de Barros.
Passei a querer conhecer sua obra pois amei o ser simples e rico que ele hospeda.
Dentro do programa em um trecho ele comenta como temos que ter respeito pelas crianças e suas sabedorias.
Ele relata a experiêcia dele e do seu filho. Fala como o filho observava a vida na fazenda e um dia ele falou para o pai ao observar o entardecer..
- Pai o dia envelheceu!

sunset

Olha o dia envelhecido!

Achei lindo isso! Como as crianças com sua simplicidade e sua sabedoria nata traduzem de maneira direta a beleza da vida.
Acredito que elas nos ensinam todos os dias e muitas vezes é duro reconhecermos que estamos errados e buscarmos nos corrigir.
Talvez seja, porque fomos ensinados que errar é ruim. Não fomos ensinados que através dos erros encontraremos o acerto.
Basta contiuarmos a buscar!
Pensando nas crianças me vem o seu oposto, os idosos.
E observo todos os dias como estamos sem carinho com a parcela da população que mais cresce no Brasil!
Esquecemos que um dia fomos crianças preocupadas com os mais velhos e um mundo melhor.
Esquecemos que um dia seremos iguais a eles e ai eu pergunto a você:
Quem será gentil e educado conosco se as pessoas estão esquecendo de ser gentis e educadas com os idosos e as crianças?

a alma não envelhece!

Temos que lembrar todos os dias que a vida é um ciclo e que todos nós estamos juntos nessa viagem.
Por essa razão o respeito deve sempre imperar. Quando respeitamos uma criança, respeitamos a criança que um dia fomos. Quando respeitamos o idoso, ganhamos o respeito para o idoso que seremos um dia.

Pense sempre nisso, pense como o poeta gentileza!
- Gentileza gera gentileza!

E lembre-se que sempre receberemos gentilezas e carinhos de pessoas que nunca esperamos.

Com isso em mente o mundo fica um lugar melhor de se viver!

 

Consumir ou não consumir eis a questão! 15 15UTC setembro 15UTC 2009

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 22:50

Cara amigo ou amiga,

Todos os dias sou bombardeada com apelos de consumo de todos os tipos.

Quando era eu somente já era uma tarefa difícil mas depois que me tornei mãe passou a ser uma tarefa de resistência mental.

Imagine uma cena de cinema onde o personagem resiste a tortura de várias perguntas e finalmente para alegria do interrogador cai em contradição.

Pois é caro amigo e amiga, essa sou eu, ou melhor, era eu ao passear com a minha pequena em pequenos templos do consumo como shoppings!

Mãe compra isso para mim, quero isso, pode levar aquilo para mim! Eram tantos os pedidos que por mais forte e convicta nos meus valores educacionais eu acabava cedendo.

Sorria....vem um presente por aí!

Sorria....vem um presente por aí!

Porém um dia a crise financeira chegou e, negar era mais do que uma medida econômica, era uma medida de sobrevivência. E o não passou a ter que ser a palavra do dia.

Passei a evitar os shoppings e estipulei metas para os presentes. Já tinha a regra do natal, dia das crianças e aniversário mas passei a defender essas datas com vigor.

E expliquei a minha pequena que ela escolhesse o presente que mais queria para a data e sabe qual foi o resultado?

Ela passou a escolher com convicção e melhor a avaliar o quê ela realmente queria! Conquista dela e minha! Hoje ela é segura quando quer um brinquedo e melhor sabe o valor dele em relação a uma porção de coisas.

Outra medida foi mudar de canal de tv. Nós assistíamos muito a Discovery Kids e a Disney mas esbarrei no Canal Futura e sua programação noturna para os pequenos.

E quanta alegria. O Futura não tem comerciais de brinquedos e a programação é maravilhosa. Tem Teca na tv, Sítio do Pica Pau Amarelo e Madelaine. Nos divertimos e não somos bombardeadas por propagandas de brinquedos, roupas e sapatos.

Nessa horas somos mãe e filha que se divertem vendo tv e sua programação.

Hoje consumimos de maneira consciente e se formos gastar o nosso rico dinheirinho iremos viajar e conhecer o mundo pois sabemos que a real alegria não está no que se tem mas no que você é.

E para sermos melhores temos que conhecer o mundo, culturas e pessoas!

Ai que delícia!

Ai que delícia!

 

Amores! 11 11UTC setembro 11UTC 2009

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 14:17

Sou romântica! Romântica assumida!
Sou tão romântica que quando vi Bridget Jones me acabei de rir!
Não sei se vocês lembram da cena dela com o Daniel Cleaver. Quando eles se beijam e ela imagina a cena do casamento dos dois? Pois é essa era eu!
Digo era porque sofri muito sendo assim.
A natureza romântica continua mas a natureza romântica que me tira os pés do chão, está em trabalho constante de desmaterialização.
Estou procurando aprender com os fatos e com as pessoas.
Digo pessoas porque no quesito romance homens e mulheres sofrem a séculos!
Não aguento mais as mulheres que culpam os homens por seus sofrimentos e os homens que se dizem vítimas de mulheres e por isso sofrem!
Todos nós sofremos porque colocamos nos outros nossas expectativas!
Quantas vezes não superestimei um beijo, um carinho, um telefonema!
E acabei sofrendo para depois descobrir que o motivo do sofrimento era irreal.
Era algo que eu pensava existir mas que de verdade não existia.
Hoje vivo o dia. O momento presente.
Me vigio quando me vejo traçando cenários futuros em relação a vida amorosa. Isso não existe! Digo sempre para mim! O que existe é o hoje, o momento presente.
Com isso ganho o sabor da surpresa e o descompromisso.
E aprendi que quando o presente vem é porque ele tinha que ser meu.
Não precisei me esforçar e nem deixar de ser eu mesma para conquistar nada.

Nesse mundo cheio de cores e possibilidades espero...

Nesse mundo cheio de cores e possibilidades espero...

E como na música do Billy Joel: I love you just the way you are!
Acontece, simplesmente assim!
Por isso quando tiver o amor em sua vida. Viva. Aceite ele como vem.
Você saberá que é amor porque ele te respeita do jeito que você é.
Ele pode vir de várias formas e jeitos.
Pode ser que venha pelo seu filho antes do seu marido.
Pode ser que venha da sua mãe.
Pode ser que venha do seu namorado antes da mãe e do pai
Pode ser que venha dos seus amigos.
Existem tantas formar de amor; viva todas intensamente e seja feliz!
Hoje sei que o amor é algo raro. Raro mesmo. Poucas pessoas são abençoadas por ele.
Mas sei que quando o temos não o aproveitamos por completo.
Ele está em doses homeopáticas. E muitas da vezes invisível por conta da rapidez que nossa vida exige.
Não deixe que sua vida não seja colorida! Ame. Quando você menos esperar será amado!

 

Elevador 20 20UTC agosto 20UTC 2009

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 14:22

Bom mesmo é amar,
Em liberdade.
Nos corredores vazios, correndo perigo.

Você me transporta......

Você me transporta......

Desejo pulsante, reprimido, que quer ser livre.
Como é bom o descompromisso.
Eles nos deixa mais leves,mais desejosos.
Sinto seu corpo: Teso, quente, fluido.
Entrelaçados desejamos o encontro.
Tempo curto e intenso.
Intenso e vivo.
Estou mais viva, estou mais eu.
Até….

 

Beleza Americana 7 07UTC julho 07UTC 2009

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 21:41

Ontem, no final do dia, após intenso trabalho doméstico, fui curtir um filme na TV.
Impressionante o fato: Quando temos tempo; não existem filmes atrativos. Quando não temos tempo, todos os bons filmes passam.
Mas ontem com uma intervenção divina, deve ter sido uma recompensa pela pilha de roupa passada, Beleza Americana, de Sam Mendes estava na TV.
Filme perfeito, em momento perfeito, eu sola sem nada a fazer na frente da tela.

Olhe mais de perto e veja!

Olhe mais de perto e veja!

Revi o filme que tanto adorei. E novamente me encantei com a história que reflete não somente a sociedade americana mas um pouco de todos nós.

Para mim o mais claro é como nos obrigamos a fazer teatro todo o tempo.
Fingimos que não vemos e como conseqüência nos tornamos presas de uma situação tão desgastada que nada nos proporciona.

No filme, me identifico com o marido reprimido, cansado e por fim rebelde.
Me identifico com a mulher repressora que mantém tudo em ordem e impecável, menos ela mesma.
Me identifico com os adolescentes perdidos em busca de algum sentido.
E descubro no filme o que descobri a algum tempo que só existe sentido em viver a VIDA e aceitar o AMOR.

espero que o amor me encontre...tenho deixado pistas!

espero que o amor me encontre...tenho deixado pistas!

Passamos tanto tempo buscando o amor mas jogamos tudo fora quando deixamos de viver todos os dias.
A realidade nos endurece mas nos mostra que só temos o presente.

Na cena final, pouco antes da sua morte, quando Kevin Space olha e suspira diante do porta retrato, fica claro que o valor daquele momento valia muito mais do que tudo que fora construído depois.

Pensei muito em como buscamos respostas e soluções que nos protejam do pior mas não vivemos para aprender a sobreviver ao pior.

Esquecemos de nós mesmos e de todo o resto por essa máquina esmagadora de ser um sucesso permanente e bem sucedido.

Eu não sei o que é sucesso mais. Estou buscando uma nova definição para a palavra.

E estou aprendendo tudo novamente. Quero viver para não ter a sensação de deixar de viver.

Para não ser uma pessoa que por medo de ter que aprender a andar novamente. Deixa de viver e amar.

Para estarmos abertos temos que nos reprogramar mentalmente.

Temos que deixar ter as visões pré-concebidas para tentar compreender o que temos por detrás de todas as situações de vida.

Temos que voltar a ser a criança curiosa que carregamos dentro de nós mesmos.

Todas as crianças são curiosas, divertidas, livres e por isso temos que aprender novamente com eles como viver.

Fico sempre triste com o final do filme. Uma pena que o único personagem livre e consciente morre.

Lamento que toda a irreverência e rebeldia sejam mal interpretadas e sua morte seja causada pela estupidez.

Estupidez de acreditar que se formos nós mesmos seremos condenados ao insucesso e a perdição.

Eu prefiro continuar acreditando na música dos secos e molhados:
Dizem que sou louco, mas louco é quem me diz que não é feliz, não é feliz!

:)

 

Varinha de Condão! 24 24UTC junho 24UTC 2009

Filed under: Mulher,Pessoal — Alessandra Quagliani @ 19:50

Desde pequena amo ouvir histórias.
Gosto tanto que sou viciada em ler, inventar e contar histórias.
Um dos meus passatempos preferido é contar histórias inventadas para a minha filha.
E adoro sonhar com ela quando lemos uma boa história.

tudo é possível no mundo dos sonhos

tudo é possível no mundo dos sonhos

Pois bem, nós meninas, desde que nos entendemos por gente, somos afogadas em milhares de histórias sobre princesas, príncipes, fadas madrinhas e finais felizes que duram para sempre.

Mas na realidade nada é assim!

Pessoalmente acho uma injustiça com as meninas continuarmos contando essas histórias.
Quando minha pequena nasceu eu logo a apresentei ao Shrek.
Desde que ele apareceu em minha vida eu me libertei.
Adorei a história pois ela mostra a realidade de forma engraçada e nos liberta da figuras da princesa e do príncipe.
Deve ser muito chato ser um deles!

Prefiro ser uma moleca princesa!

Prefiro ser uma moleca princesa!

Mas mesmo com esse enorme avanço, nós mulheres, se é que posso dizer assim, continuamos acreditando em conto de fadas e principalmente na varinha de condão das nossas fadas madrinhas!

Acreditamos que quando conhecemos um cabloco que nos agrada somos acometidas pela crença absoluta de que tudo pode acontecer e ser concertado!

Que nós, mulheres, teremos o poder de muda-los, concerta-los, aprimorá-los de torna-los a imagem do nosso sonho.

Cara amiga, nós, não podemos nada.

Ele não deixará de ser o que sempre foi. E, caso mude, será por conta própria, provavelmente no momento em que você nem ligue mais para aquela mudança.

Por isso dá próxima vez que um cabloco te interessar leve em conta os seguintes pontos:

- Ele me faz rir?
- No momento de crise, ele transfere os problemas pessoais dele e diz que são meus?
- Ele te leva para passear?
- Ele te escuta?
- Ele gosta de você como você realmente é?

Pequenas e complexas perguntas mas que observadas operam milagres.

Vamos deixar de esperar que eles mudem e vamos aceitar o que compramos.
Não adianta comprar um CCE e pedir que ele seja um Sony, se é que você me entende?

Nessa hora temos que ser mais egoístas e nos colocarmos em primeiro lugar.
Nos amarmos e nos agradarmos.
Se o cabloco gosta de você ela te acompanha e como conseqüência os dois se acompanham.

Um dia a gente se esbarra por ai!

Um dia a gente se esbarra por ai!

Não se reprima e seja você mesma.
Nos contos de fada originais as princesas passavam por um processo de transformação pessoal em cada história.
Você sabia que a Branca de neve aprendeu a ser independente, cuidar da casa e discernir o bem e o mal antes de encontrar o seu príncipe?
Pois é, ninguém me falou isso, o que me disseram é que o príncipe a salvava do sono eterno.
Ele realmente a salva do sono eterno mas antes ela amadureceu.
Virou uma mulher, se transformou.
Estava pronta para a chegada do príncipe.

Por isso amiga, viva sempre e não tenha meias palavras.
Seja você sempre porque esse é o seu maior valor!
Com a sua luz acesa o seu príncipe Shrek te encontra. ;)

 

 
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